E aí, pessoal! Tudo tranquilo? Juliano Ramos na área — A vida é muito boa e com Deus sempre vai dar certo.
Hoje o papo é sobre o nosso querido Ubuntu, mas olhando lá para o futuro. Eu estava navegando pelo excelente site "Livre e Aberto" e dei de cara com uma notícia sobre o futuro Ubuntu 26.04 LTS que me fez parar para pensar.
Aparentemente, a Canonical (a empresa dona do Ubuntu) está planejando uma mudança estratégica muito interessante: oferecer uma experiência "GNOME Original" (ou "vanilla", como a gente gosta de chamar) oficialmente na próxima versão de longo suporte.
Mas Juliano, o Ubuntu já não usa GNOME?
Usa, mas com "tempero".
Quem usa Ubuntu sabe: assim que você instala, ele tem aquela barra lateral (dock) fixa à esquerda, suporte a ícones na área de trabalho, o tema Yaru com as cores laranja e roxa, e algumas extensões pré-instaladas para facilitar a vida de quem vem de outros sistemas. Essa é a "experiência Ubuntu".
O GNOME "puro", do jeito que os desenvolvedores do projeto GNOME o criaram, é bem diferente. Ele é mais minimalista, focado em um fluxo de trabalho horizontal, sem dock fixa na tela (ela só aparece quando você vai no "Atividades") e sem ícones no desktop. É uma experiência de uso bem particular, que muita gente ama e muita gente torce o nariz.
O que muda com essa notícia?
Até hoje, se você quisesse o GNOME puro no Ubuntu, você tinha que fazer uma "gambiarra" (instalar o pacote gnome-session e trocar na tela de login) ou usar outra distribuição, como o Fedora.
A novidade do Ubuntu 26.04 é que essa opção pode vir oficialmente, talvez até durante a instalação. Você poderia escolher: "Quero a experiência Ubuntu modificada" ou "Quero o GNOME original, sem modificações".
Por que isso é uma jogada de mestre?
Eu achei essa possibilidade fantástica por dois motivos:
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Liberdade de Escolha: O pilar do Linux é a liberdade. Tem gente que adora as modificações da Canonical porque elas tornam o sistema mais familiar. Mas tem uma legião de usuários "puristas" que preferem o software exatamente como ele foi concebido pelos seus criadores originais. Atender aos dois públicos sem forçar ninguém a nada é um golaço.
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Menos é Mais: O GNOME puro, por não ter as extensões da Canonical rodando por cima, tende a ser ligeiramente mais leve e consumir menos recursos. Para quem busca o máximo de desempenho ou gosta de um visual super limpo, é a pedida certa.
Ainda falta um bom tempo até 2026, mas é muito bom ver a Canonical ouvindo a comunidade e abrindo o leque de opções. O Ubuntu continua sendo a porta de entrada mais amigável para o Linux, e agora quer agradar também os usuários mais exigentes.
E você? Prefere o Ubuntu com o "tempero" da Canonical ou curte mais o estilo "baunilha" do GNOME puro?
Abraço e até a próxima!
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