Acabei de ler uma notícia incrível na Linux Magazine que reacendeu minhas esperanças. Um desenvolvedor chamado Filip Bakreski (conhecido como PhialsBasement) criou um patch para o Wine que promete rodar versões específicas do Photoshop — sim, aquelas que dependem da temida Adobe Creative Cloud.
O Que Mudou?
O problema técnico sempre foi complexo. A interface de instalação do Photoshop depende de subsistemas específicos (MSHTML e MSXML3) para renderizar HTML e JavaScript. No Linux, o parsing rigoroso desses dados costumava quebrar tudo.
O que Bakreski fez foi genial: ele desenvolveu uma correção que "envolve" esses dados em Character Data (CDATA), contornando a análise estrita e corrigindo a forma como o Wine lida com IDs. Trocando em miúdos: ele consertou a ponte que estava quebrada entre o instalador da Adobe e o nosso pinguim.
Ainda Não Cante Vitória (Por Enquanto)
Aqui entra a parte "vida real" de quem usa Open Source. Bakreski tentou enviar esse patch para o repositório do Wine da Valve, mas foi rejeitado e aconselhado a submeter diretamente ao projeto oficial do Wine.
O que isso significa para nós hoje? Significa que, por enquanto, não basta um simples apt install. Se você quiser testar essa maravilha agora, terá que arregaçar as mangas e compilar sua própria versão do Wine usando o código do GitHub dele. É trabalhoso? É. Mas para quem esperou anos, é um progresso enorme.
O "Ano do Linux no Desktop"?
Se o projeto Wine aceitar esses patches oficialmente, estaremos derrubando uma das últimas grandes barreiras para a adoção em massa do Linux em ambientes criativos profissionais. Se somarmos isso ao crescimento explosivo do Linux no mundo dos games (obrigado, Steam Deck!), 2026 está se desenhando como um ano histórico.
Vou ficar de olho nessa submissão ao Wine. Se isso passar, pode ser a hora de finalmente cancelar aquela partição dual-boot do Windows.
E vocês, teriam coragem de testar essa compilação manual ou preferem esperar chegar nos repositórios oficiais?


